Anastrozol, Letrozol, Examestano e seus efeitos colaterais.
Mais um post sobre hormonioterapia para o tratamento do câncer de mama.
É importante relembrar que apesar de estarmos usando o termo “HORMONIOTERAPIA”, não estamos prescrevendo hormônios.
Estamos fazendo o oposto, estamos fazendo um bloqueio hormonal.
Vejo muita confusão nesse quesito!
Lembrando que a ideia é trazer o entendimento sobre o tratamento e seus efeitos colaterais, além de apresentar caminhos para o aperfeiçoamento da qualidade de vida. ☺
Tivemos uma série inteirinha dedicada ao #tamoxifeno e essa é a segunda publicação sobre essa classe de remédio.
Cada semana teremos um post novo sobre o tema!
Lembrem que perguntas são sempre bem-vindas. Esse espaço é 100% de vocês.
No último post sobre essas medicações (os inibidores da aromatase) explicamos porque elas são prescritas e como funcionam.
Partindo desse ponto, já sabemos que há uma queda importante no estrogênio circulante e, assim, há uma diminuição da lubrificação das articulações do nosso corpo.
O que isso quer dizer?
No local onde nossos ossos se unem (as tais articulações), existe um líquido (chamado sinovial) que ajuda a diminuir o impacto entre eles. A diminuição desse líquido pode ocasionar a dor.
Esse sintoma acontece 3 de cada 10 mulheres que usam a medicação, e além da dor pode haver rigidez nessas áreas e ao se levantarem pela manhã.
É a famosa “dor nas juntas!”
Além da dor preferencialmente nas pequenas articulações (dedo das mãos e pés), algumas vezes observamos dores musculares, principalmente nas panturrilhas (batatas das pernas) e até coxas.
O grande alerta deste post é:
buscar qualidade de vida é essencial.
E, SIM, TEMOS MUITO A FAZER!
“Mas faz parte, quando parar de tomar, melhora”.
NÃO!
Mesmo sendo um efeito colateral relativamente comum, não é correto passar todos os anos em uso do remédio, sofrendo!
E como melhorar?
EM PRIMEIRO LUGAR: atividade física. Não existe um exercício específico. O essencial é nos manter em movimento, não ficar esperando à vontade chegar (porque às vezes ela não vem) e estabelecer uma rotina.
Muitos pacientes dizem que não gostam de se exercitar, até porque não trouxeram esse hábito consigo ao longo da vida. Costuma perguntar a elas se gostam de tomar remédio, ficar paradas no trânsito ou ficar em filas. Ninguém gosta!
Sempre temos que fazer coisas que não gostamos na vida, não é mesmo?
Então, gostando ou não, temos que entender que exercícios são REMÉDIOS, diminuem as dores, aumentam nossas disposições, melhoram o sono, diminui o cansaço, ajudam na perda de peso, melhoram a saúde dos nossos ossos, diminuem o risco de recidiva do câncer (quando a doença volta), entre outros benefícios!
Lembrando que a dor não some em um dia, é uma construção diária de autocuidado e autocompaixão.
Percebermos a melhora ocorre aos poucos e continuamente.
E não, pessoal, não estou dizendo que é simples. Caso a dor seja intensa vale começar com exercícios de menor impacto, como hidroginástica.
E para animar, convidar amigos para irem com você. Busquemos sempre uma saída!
Não esqueça de contar sempre com orientação de um educador físico ou fisioterapeuta!
Acupuntura
Sim é comprovado cientificamente com altos níveis de eficiência. E além de melhorar as dores, pode ajudar na qualidade do sono, ansiedade, entre outros.
Abordagens como acupuntura ajudam, não só para agir diretamente nas dores, mas porque proporcionam relaxamento, diminui as tensões musculares, tiram o foco das dores, promovendo um autocuidado, entre outros. Trazem um foco para paciente como um todo e não para a doença.
Assim, gosto sempre de lembrar da yoga, meditação, massagens, dieta, encontro com os amigos, contato com a natureza, entre muitas outras abordagens.
MAS TEM GENTE QUE NÃO MELHORA FAZENDO ISSO TUDO? SIM
Nesse caso, podemos discutir a troca da medicação, mas raramente é necessária.
Vale lembrar que, eventualmente, o acompanhamento de ortopedistas e reumatologista é necessário. Não raro, pacientes com obesidade que já tinham alguns problemas no joelho não resolvido (artrose, por exemplo) atribuem a dor ao remédio e deixam de lado tratamento especial para outras questões.
AUTOCUIDADO SEMPRE!
Em breve abordaremos outros sintomas e daremos dicas de como ajudar.