É muito comum as pacientes acharem que o risco do câncer de mama voltar é maior em quem faz a retirada parcial (cirurgia conservadora) da mama, do que nas pacientes que retiram a mama toda.
Será que isso é verdade?

Essas cirurgias começaram há centenas de anos, mas foi o cirurgião americano William Halsted, que em 1882, desenvolveu a cirurgia conhecida como mastectomia radical (retirada total da mama). ⠀
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Antes, elas eram mais extensas e chegavam a retirar inclusive parte da musculatura da região. Tempos em que sabíamos pouco sobre o câncer e tampouco sobre seu tratamento.




Mastectomia parcial: Retirada do setor/região da mama onde está o tumor, com algum tecido normal. O quanto a mama é removida depende do tamanho e localização da lesão, e também de outros fatores.⠀
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Mastectomia total: Nesse caso, toda a mama é retirada, as vezes até alguns tecidos próximos. Os fatores que determinam o tipo da cirurgia são variados, por exemplo o tamanho da lesão, o tamanho da mama, o tipo de tumor, sua localização na mama, etc.

Cada história é única. Eventualmente, quando encaminhamos ao geneticista, podemos rediscutir a extensão da cirurgia. Da mesma forma que, apresentações diferentes de tumores, recebem abordagens diferentes.
Mas tenham certeza que as condutas que os médicos indicam são sempre embasadas na ciência e no perfil de cada paciente.

…Que achou um dia, que tirar a mama toda protegia mais do que retirar “apenas” parte dela;
…Que ao ouvir a história de sucesso de alguma amiga/conhecida quis fazer o mesmo tratamento para que o seu desse certo também;
…Que buscou na internet sobre os tratamentos do câncer e ela “falou” coisas bonitas ou feias, mas que COM CERTEZA, não era ESPECIFICAMENTE sobre a sua história;
…Que tem medo;
…Que quer que seja feito o melhor para a sua saúde.
Por isso estamos aqui, para desfazer mitos e acolher. Sempre!