Rebelde, eu sei.
Há tempos que o Sol anda demorando para ocupar seu lugar permanente no nosso verão. 

Mas independente da época do ano, a maioria dos pacientes ficam bastante chateados quando falamos que durante o tratamento vai ser necessário se proteger/afastar do Sol. 

Claro que cada orientação deve ser feita de forma individualizada e por isso é sempre importante conversar com sua equipe.
Não adianta, existem restrições necessárias nessa caminhada. É um período de pausas, autoconhecimento e reflexões. A cada dia o seu cuidado. Sempre 

Vamos responder essa dúvida tão comum:
“Estou fazendo quimioterapia, posso pegar Sol?”
Durante a Quimioterapia, a pele e as unhas podem sofrer algumas alterações. Vermelhidão, coceira, descamação, ressecamento e manchas são as reações mais comuns. As unhas podem apresentar escurecimento e rachaduras. Alguns cuidados como manter a pele limpa, usar hidratante e evitar exposição ao Sol, ajudam a amenizá-los.

Alguns remédios da própria Quimioterapia aumentam a sensibilidade das células da pele e se exposta ao Sol, então podem surgir manchas ou até mesmo queimaduras. Por isso, é importante conversar com seu médico para saber quais são os cuidados necessários no seu caso. 

Costumo orientar meus pacientes a sempre usarem protetor solar quando forem na rua, com filtro solar de no mínimo fator 50. Para fazer caminhadas ao Sol (porque exercícios podem ser feitos durante o tratamento), os horários ideais, são os já sabidos por todos: antes das 10h e depois das 16h. 

É muito importante se manter hidratada, abuse da água e dos sucos.
O Sol pode gerar uma hiper pigmentação e manchar a pele. Então o ideal é evitar praia e piscina durante o tratamento. Se você já terminou a Quimioterapia e a Radioterapia, mas não completou ainda seis meses, não tome sol na área tratada. Siga sempre as orientações do/a radioterapeuta. Se fez cirurgia a menos de 3 meses, não tome sol no lugar da cicatriz, pois ela pode escurecer.

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