Quanto tempo a quimioterapia demora para sair do corpo?
Essa pergunta todo dia aparece em meu consultório. Dentro dessa dúvida vejo que há duas questões que as pacientes querem realmente saber:

A eliminação das medicações costuma ser rápida, em geral de horas a dias.
Mas cada uma leva um tempo diferente. Por exemplo, quem faz a quimioterapia “vermelha” consegue ver isso facilmente pela cor da urina. Quando a urina fica da cor normal, mostra que não há mais medicação no corpo. Isso mostra que a passagem pelo nosso organismo é rápida.

Os comprimidos em geral ficam por poucos dias (tamoxifeno 7 dias, anastrozol 2 dias, por exemplo). Os que mais costumam demorar, são os chamados anticorpos monoclonais.(herceptin, por exemplo), que podem permanecer por até alguns meses. 

A outra pergunta, muito confundida com a anterior é:

A quimioterapia age ou fazendo dano ao DNA das células (tanto nas do tumor, como as normais) ou dificultando a multiplicação celular.
Quando isso ocorre nas células boas, o efeito tende a perdurar. Por exemplo, a imunidade após a quimioterapia, só costuma cair dez dias após a aplicação da droga.

Nosso corpo pode demorar a recuperar as células normais que foram danificadas pelo tratamento. O quanto antes tratarmos esses sintomas, melhor a recuperação. Por isso, converse sempre com seu médico! Os bloqueadores hormonais (como o tamoxifeno) costumam ter efeitos colaterais mais duradouros (embora menos intensos que a quimioterapia), já que são tomados por muito tempo e continuamente. Por isso, é muito importante combater seus efeitos colaterais desde o início. 

A fadiga costuma ser a queixa mais comum e a mais duradoura. 

O que devemos fazer? Parece um pouco estranho, mas a recomendação é lutar contra isso. Exercício físico antes, durante e depois do tratamento, deve ser encarado como remédio.
O exercício controla o peso e aumenta a resistência aos efeitos colaterais. A receita contra o cansaço é lutar contra ele! 


E tem mais
:

Algumas vezes atribuímos sintomas novos/recentes ao tratamento erradamente!
É muito comum, depois que o tratamento acaba, os/as pacientes sentirem novas alterações e não comunicarem aos seus médicos por concluírem que ainda é do tratamento. 









Alguns pacientes também, passam a fazer acompanhamento só com o oncologista, depois do diagnóstico.

Então, lembrem- se sempre de comunicar tudinho que sentir, para que possamos definir a causa e orientá-los adequadamente.
O paciente deve sempre ser olhado como um todo
.

Ainda tem dúvidas? Deixe nos comentários! 
