MELHORES ARTIGOS de 2025
(Quais foram os estudos mais impactantes para o tratamento do câncer de mama)
Dra. Daniele Assad
SERENA-6: Uma apresentação com muito potencial! Mostrou como a biópsia líquida poderá ser usada para detectar cedo mutações em ESR1 em mulheres hotmonio positivas, em tratamento com inibidor da aromatase e CDK4/6. A ideia é identificar sinais de resistência ao tratamento mesmo antes de a doença progredir, e assim poder mudar a medicação no momento certo. PROMISSOR!
Dr. Gilberto Amorim
DB09: estudo com mais de 750 pacientes, apresentado em Chicago (06/25). Avaliou a eficácia e segurança do trastuzumabe-deruxtecan (ENHERTU) mais pertuzumabe como primeiro tratamento para pacientes com metastátase HER2-positivo. Comparado com o tratamento padrão, mostrou um risco 44% menor de progressão da doença e uma taxa de resposta de 85% (excelente!). Esperamos a aprovação pela ANVISA no 1 semestre de 2026!
Será o novo padrão de tratamento!!
Dra. Marcelle Lagdem
MonarchE: O uso do Abemaciclibe (que é um inibidor de CDK4/6, usado com a hormonioterapia) de forma adjuvante (ou seja, depois da cirurgia). Teve ganho de sobrevida global, que é um índice extremamente importante para melhorarmos os desfechos de nossas pacientes. Um estudo importante para o grupo de alto risco (axila positiva, tumores grandes, etc).
Dra. Andrea Kazumi Shimada
ASCENT-03 (ESMO 2025): Estudo para pacientes com tumores triplo negativos como primeira escolha quando a paciente tem metástase e não pode utilizar imunoterapia. Houve ganho importante, com melhora do controle de doença e aumento da duração de resposta chegando a 12 meses de controle. Este resultado muda o padrão de tratamento que era apenas quimioterapia.
Dra. Ana Amélia Viana
Reposição hormonal em pacientes de câncer de mama:
Qual a evidência atual? Esse consenso com 25 especialistas reuniu as evidências sobre riscos e benefícios do uso de hormônios em pacientes que já tiveram câncer de mama. Trabalhos como esse devem ser cada vez mais valorizados para conseguirmos oferecer um cuidado mais individualizado, que considere características do tumor, sintomas, riscos e, principalmente, o que cada mulher entende como qualidade de vida.
* Em breve teremos um post aqui sobre esse estudo.
Dra. Laura Testa
O estudo WISDOM comparou o rastreio padrão com mamografias a um modelo de rastreamento personalizado, baseada no risco individual.
Na estratégia personalizada, mulheres com maior risco receberam acompanhamento mais intensivo, enquanto aquelas com menor risco puderam espaçar ou adiar os exames.
O resultado: a identificação de tumores avançados foi semelhante entre os grupos. sem aumento de biopsias.
O estudo aponta um caminho seguro para personalizar o rastreamento do câncer de mama.
Dra. Ana Carolina Salles
NSABP-B51: Avaliou o papel da Radioterapia na axila em pacientes com axila (linfonodo) positiva ao diagnóstico e que negativaram após a quimioterapia neoadjuvância (antes de operar).
Não houve diferença importante entre o grupo que recebeu radioterapia e o grupo que não recebeu.
O estudo traz a discussão sobre o papel da radioterapia NESSES CASOS. Vale lembrar que será importante acompanhar esses pacientes por um tempo mais prolongado para uma avaliação definitiva.
Dra. Maria Cristina F. Magalhães
TB02:0
Datopotamab-deruxtecana (que é uma droga de uma classe relativamente nova, os ADCs), usado como primeiro tratamento para tumores triplo-negativos com metástases que forem inelegíveis à imunoterapia. Aumentou a sobrevida global (que é um parâmetro importante), posicionando a medicação como forte candidato a novo padrão de cuidado nesse cenário.
Dra. Renata Cangussu
CHALLENGE: avaliou um programa estruturado de atividade física em comparação com orientações gerais em pacientes com câncer de cólon.
Houve beneficio em sobrevida livre de doença e sobrevida global (parâmetros importantes nos estudos), ou seja, os pacientes que fizeram atividade física viveram mais.
Apesar do estudo não ter sido especificamente em pacientes com câncer de mama, ele consolida a importância dos exercícios na rotina dos pacientes oncológicos.
Dra. Sabrina Chagas
Por fim, vou deixar aqui um tema que ainda não foi abordado e é importantíssimo:
Alimentação e o uso das famosas “canetinhas emagrecedoras”.
Em todos os congressos do ano tivemos sessões reforçando o papel da alimentação saudável.
Também tivemos evidências de que o uso de medicações como o Mounjaro, diminuem a incidência do câncer e os sintomas da Quimioterapia.
Vamos ficar atentos!