Tamoxifeno engorda?
Para finalizar nosso posts sobre o tamoxifeno, vou falar sobre a pergunta que mais ouço em relação a ele:
“Dra., foi ele que me engordou?”
VAMOS LÁ:
Não temos nenhum dado cientifico que comprove de forma DIRETA que o tamoxifeno engorde.
Mas sabemos que o metabolismo fica mais lento durante e após todo o arsenal do tratamento recebido até a chegada ao tamoxifeno.
O QUE QUER DIZER METABOLISMO LENTO?
Metabolismo se refere à quantidade de calorias (energia) que o organismo consome para desempenhar funções.
Quando mais lento, menos calorias são gastas e, assim mais difícil fica a perda de peso.
A caminhada não é fácil:
Desde o diagnostico do câncer, passando pela cirurgia e quimioterapia, o paciente passa por um período em que diminui (quando não para) suas atividades de rotina e sua pratica de atividades físicas.
Muitos desses tratamentos podem aumentar a retenção de líquidos, levar à perda de massa muscular e também engordar.
TEM MAIS!
É comum pacientes se sentirem ansiosos e/ou deprimidos, e esses fatores podem levar a alterações nos hábitos alimentares.
Aliais, a própria quimioterapia pode, algumas vezes, aumentar o apetite e também causar alterações hormonais que mexem com a nossa disposição e rotina.
Juntando TODOS esses fatores, vemos ser MUITO comum o paciente engordar ao final dessas etapas.
Nesse momento, mais uma vez, lembrando a importância da atividade física. Ela alivia parte de todos os sintomas falados nos últimos posts (calores, cansaço, etc.) e ainda diminui o risco de recidiva em até 30%!
VALE LEMBRAR QUE:
A massa muscular é o tecido que mais gasta calorias do corpo.
Perder musculo = reduzir o seu gasto calórico, assim, mesmo comendo pouco, você fica mais propenso a ganhar peso.
Não esperem a vontade de exercitar chegar porque muitas vezes ela não vem!
Repito o que venho dizendo nos posts sobre os tratamentos que fazem o bloqueio hormonal:
Para melhorar QUALQUER sintoma, é preciso somar abordagem. Dieta equilibrada, exercícios e acompanhamento psicológico fazem parte dessa jornada.
E não, não é fácil. Um pouco a cada dia, devagar e sempre, vamos buscando melhorar a qualidade de vida.