Novidades no câncer de pâncreas.

Para quem ainda está curioso para novidades da ASCO 2018, hoje falarei do câbcer de pâncreas.
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O câncer de pâncreas está entre os tipos de tumor que consideramos mais agressivos. Há tempos que não tínhamos mudanças em seu tratamento. No entanto, um novo estudo apresentado na ASCO 2018 mostrou que mudanças no tratamento padrão do câncer de pâncreas ressecável podem ajudar a prolongar a vida dos pacientes. O estudo descobriu que, após a cirurgia, pessoas com o tipo mais comum de câncer de pâncreas, responsável por 90% de todos os casos, o adenocarcinoma não metastático, que receberam uma nova abordagem quimioterápica viveram mais e ficaram mais livres do câncer do que aquelas que foram submetidas à quimioterapia padrão atual.
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A quimioterapia após a cirurgia é chamada de adjuvante.

Normalmente, o padrão é com a droga gemcitabina (Gemzar). A nova quimioterapia utilizada no estudo é denominada mFolfirinox e inclui quatro drogas: oxaliplatina, leucovorin, irinotecan e 5-fluorouracil. Uma combinação semelhante já é usada como tratamento inicial para o câncer de pâncreas metastático. No estudo, a média de sobrevida global foi de cerca de 54 meses com a nova quimioterapia versus 35 meses com a padrão. As pessoas que tomaram mFolfirinox também ficaram livres de câncer cerca de 9 meses mais do que as que usaram gemcitabina – foram quase 22 meses com a nova quimioterapia em comparação com quase 13 meses com o tratamento convencional.
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Talvez, quando pensamos em meses de vida, esse ganho não parece tanto. Mas para um tumor tão agressivo como o de pâncreas, já nos enche de esperança quanto a novos tratamentos. Devagar e sempre, é como chegamos aos grandes avanços.
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